Aos 66 anos, Ana Maria Gonçalves de Souza subiu ao pódio em sua estreia nas competições; ela foi orientada pelo neto e inspirada pelo filho, ambos profissionais da modalidade
Foto: Divulgação PMT
A participação de Tubarão nos Jogos Abertos da Terceira Idade (JASTI) deste ano entrou para a história do esporte local com uma conquista que mistura superação e laços de família.
Pela primeira vez, o karatê foi incluído na competição voltada para atletas com mais de 60 anos, e foi justamente nessa estreia que a Cidade Azul garantiu sua primeira medalha na história dos jogos. A protagonista desse feito é Ana Maria Gonçalves de Souza, que, aos 66 anos, provou que o tatame não tem limite de idade.
O que mais chamou a atenção de quem acompanhou a competição não foi apenas o desempenho técnico, mas a história por trás do pódio. Ana Maria vive o karatê dentro de casa, cercada por gerações que respiram o esporte.
Ela é mãe do sensei Fabricio de Souza e avó de Nicolas de Souza. Durante as lutas, o neto Nicolas atuou como técnico da própria avó, orientando os movimentos e vibrando com a conquista da medalha.
Depois de passar pela edição anterior sem conquistar medalhas, a delegação de Tubarão encontrou em Ana Maria a inspiração que faltava. Para ela, essa foi a primeira experiência competitiva da vida, transformando o karatê em uma ferramenta de realização pessoal e saúde, muito além do desempenho físico.
O resultado alcançado por Ana Maria serve como um incentivo para outros idosos que, muitas vezes, acreditam que o tempo para iniciar um esporte de impacto já passou.
A estreia da modalidade nos Jogos da Terceira Idade ajudou a resgatar antigos praticantes e trouxe novos rostos para o esporte, reforçando que a prática marcial é um caminho de longevidade.
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