Federação argentina terá multa milionária e restrição de público; outros três jogadores também foram punidos pela briga na final da Copa
Foto: Amanda Perobelli/Reuters
A Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciou nesta sexta-feira (21) punições à seleção argentina por incidentes registrados durante a Copa do Mundo. As sanções envolvem manifestações discriminatórias de torcedores e a briga generalizada após a final contra a Espanha.
A Argentina terá que disputar a próxima partida oficial como mandante com apenas 50% da capacidade do estádio. Uma segunda punição semelhante ficará suspensa por um ano e será aplicada em caso de reincidência. Caso a seleção não tenha partidas oficiais em casa nos próximos anos, a medida poderá ser cumprida em amistosos.
A Associação do Futebol Argentino (AFA) também recebeu uma multa total de US$ 321 mil, equivalente a aproximadamente R$ 1,65 milhão. Desse valor, US$ 100 mil ficarão suspensos e outros US$ 100 mil deverão ser investidos em um plano de combate à discriminação.
As punições consideraram cânticos e gestos racistas, homofóbicos e discriminatórios registrados em partidas contra Cabo Verde, Egito, Suíça, Inglaterra e Espanha. A exibição de uma bandeira relacionada às Ilhas Malvinas, o arremesso de objetos no campo e falhas nos protocolos de segurança também foram incluídos nas decisões.
Pela participação na confusão após a final, Leandro Paredes foi suspenso por 10 partidas e Nahuel Molina por sete. Thiago Almada e o espanhol Gavi receberam um jogo de suspensão cada. Roberto Ayala, integrante da comissão técnica argentina, ficará afastado por três jogos.
Os jogadores e o membro da comissão também foram multados em valores entre US$ 30 mil e US$ 90 mil. A AFA informou que solicitará os fundamentos das decisões para apresentar recursos e não descartou recorrer à Corte Arbitral do Esporte.
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