Gianni Infantino, presidente da entidade, confirma debate sobre nova expansão, enquanto dirigentes da Uefa e da Concacaf criticam a ideia
Alejandro Domínguez, da Conmebol, e Gianni Infantino, na reunião do Conselho da Fifa | Foto: Fifa
A Fifa vai analisar a possibilidade de ampliar a Copa do Mundo para 64 seleções a partir da edição de 2030. A informação foi confirmada pelo presidente da entidade, Gianni Infantino, que afirmou que o tema será discutido pelos comitês responsáveis após o encerramento do Mundial de 2026.
A competição deste ano já marcou a estreia do formato com 48 equipes, substituindo o modelo de 32 seleções utilizado entre 1998 e 2022. Para Infantino, a mudança foi um sucesso e ampliou as oportunidades para países com menor tradição no futebol internacional.
Segundo o dirigente, a Copa do Mundo deve permitir que mais nações sonhem com uma participação. Infantino argumentou que a presença no principal torneio de seleções funciona como incentivo para o desenvolvimento do futebol em países que normalmente encontram mais dificuldades no processo classificatório.
A proposta de um Mundial com 64 participantes foi apresentada inicialmente pelo uruguaio Ignacio Alonso, durante uma reunião do Conselho da Fifa, em março de 2025. Meses depois, o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, declarou que a ampliação seria um sonho e poderia transformar a edição de 2030 em uma celebração especial.
O torneio de 2030 será disputado em seis países e três continentes. Uruguai, Argentina e Paraguai receberão partidas na abertura da competição, enquanto a maior parte dos jogos ocorrerá em Marrocos, Portugal e Espanha. Com 64 equipes, os países sul-americanos poderiam receber grupos completos, em vez de apenas um confronto cada.
A ideia, no entanto, enfrenta resistência. O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, classificou a proposta como ruim e afirmou que uma nova expansão poderia prejudicar tanto a Copa do Mundo quanto as Eliminatórias europeias. O presidente da Concacaf, Victor Montagliani, também se posicionou contra o aumento.
Caso seja aprovado, o formato levaria mais de um quarto das 210 seleções filiadas à Fifa para o Mundial. Críticos avaliam que isso reduziria a importância das competições classificatórias, enquanto os defensores sustentam que a medida aumentaria a representatividade e o alcance global do torneio.
Receba as principais informações do portal Hora Hiper em nosso grupo de leitores do WhatsApp. Entre aqui.