Entidades de países africanos, asiáticos e caribenhos defenderam a ampliação do Mundial e afirmaram que nenhuma partida da competição pode ser considerada insignificante
Foto: LUSA/Portal Record
Federações de 13 países participantes da Copa do Mundo de 2026 divulgaram, no domingo (14), um comunicado conjunto para manifestar decepção com declarações atribuídas ao presidente da Uefa, Aleksander Čeferin. O dirigente teria criticado a ampliação do torneio para 48 seleções e classificado algumas partidas como “desinteressantes”.
No documento, as entidades afirmaram que não existe jogo insignificante em uma Copa do Mundo. Para muitas dessas nações, a classificação representa uma conquista inédita ou o retorno ao principal torneio de seleções após décadas de ausência.
As federações também destacaram que cada vaga envolve anos de trabalho, investimentos e sacrifícios de jogadores, treinadores, clubes, dirigentes e torcedores. Segundo a nota, considerar algumas partidas menos importantes significa ignorar as aspirações de comunidades inteiras que veem o futebol como fonte de orgulho, esperança e união.
“Por trás de cada qualificação, existem anos de trabalho e investimento. Por trás de cada seleção nacional, existem comunidades inteiras e milhões de pessoas que valorizam o futebol como fonte de orgulho, esperança e união”, afirmaram as entidades.
O comunicado também defendeu a universalidade do esporte. “O futebol não pertence a um pequeno grupo de líderes privilegiados. Sua força reside em sua universalidade”, diz um dos trechos. Para as federações, a Copa do Mundo se tornou a maior competição do futebol justamente por reunir diferentes culturas, histórias e trajetórias esportivas.
O texto acrescenta que a participação em um Mundial vai além dos resultados dentro de campo. Para os países envolvidos, a classificação pode inspirar novas gerações, acelerar o desenvolvimento do futebol nacional e criar memórias para milhões de pessoas.
A manifestação reuniu as federações de Cabo Verde, Curaçao, Uzbequistão, Congo, Haiti, Argélia, Tunísia, Marrocos, Egito, Gana, Senegal, Costa do Marfim e África do Sul.
Ao final, as entidades reforçaram que todas as seleções conquistaram a classificação por mérito e merecem respeito. “Cada equipe classificou-se por mérito. Cada jogo conta”, conclui o comunicado.
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