Andrew Giuliani, diretor-executivo da força-tarefa da Casa Branca para a Copa, afirma que país tem estrutura para receber uma edição ainda maior no futuro
Foto: Divulgação/ FIFA
Os Estados Unidos podem considerar uma candidatura para sediar a Copa do Mundo masculina de 2038. A possibilidade foi levantada por Andrew Giuliani, diretor-executivo da força-tarefa da Casa Branca para o Mundial.
O país recebe a Copa de 2026 ao lado de Canadá e México. Esta é a segunda vez que os norte-americanos sediam o torneio masculino, depois da edição de 1994. Nesta edição, os Estados Unidos recebem 78 das 104 partidas previstas.
Giuliani afirmou que o país teria estrutura para receber uma competição ainda maior. A FIFA avalia a possibilidade de ampliar o torneio para 64 seleções no futuro, depois da expansão para 48 equipes em 2026.

“Quando você pensa que esta Copa do Mundo pode, em algum momento, crescer para 64 seleções, acredito que os Estados Unidos podem lidar com isso”, declarou Giuliani. Apesar disso, ele disse que qualquer movimento oficial deve ficar para depois da final do Mundial de 2026, marcada para 19 de julho.
A Copa de 2038 é a próxima edição que ainda terá processo de candidatura para escolha da sede. O Mundial de 2030 será realizado por Espanha, Portugal e Marrocos, com jogos de abertura em Uruguai, Argentina e Paraguai, em homenagem aos 100 anos da competição. Já a edição de 2034 será disputada na Arábia Saudita.
Mesmo com o entusiasmo norte-americano, a Copa de 2026 tem sido cercada por polêmicas nos Estados Unidos. Organizações de direitos humanos chegaram a recomendar cautela a torcedores, jogadores e jornalistas que viajarem ao país, citando preocupações com políticas migratórias. Também houve críticas ao aumento dos custos de viagem durante o torneio.
Outro ponto de tensão envolveu a seleção do Irã. Em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, integrantes da comissão técnica iraniana tiveram vistos de entrada negados para o território norte-americano. Com isso, a delegação mudou sua base de preparação do Arizona para Tijuana, no México, e passou a conviver com restrições de deslocamento durante a competição.
Giuliani, no entanto, defendeu a capacidade dos Estados Unidos de receber grandes eventos esportivos. Segundo ele, o país já conta com estádios e infraestrutura prontos, o que reduziria os custos em comparação com outras sedes.
“Não há país melhor posicionado para sediar uma Copa do Mundo do que os Estados Unidos”, afirmou Giuliani. Ele também destacou que a realização do torneio em 2026 coincide com as comemorações dos 250 anos da independência norte-americana.
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